Homenagens a Zeca Afonso passam pelo Seixal

Relembrar o cantor/autor José Afonso é o objectivo de um conjunto de tributos que vão decorrer por todo o país quando se assinalam 25 anos sobre a sua morte.
As cantigas do mais importante músico de intervenção português vão ouvir-se em público em Coimbra, Braga, Lisboa, Barreiro, Seixal e Setúbal.
O programa coimbrão «Zeca Afonso – O rosto da utopia» arranca já amanhã, segunda-feira, às 11h00, quando é inaugurada uma exposição discográfica na Praça da Comércio, com actuação do Grupo de Fados de Coimbra. No dia seguinte, às 15h30, o Teatro Paulo Quintela acolhe um debate com os jornalistas Adelino Gomes e Joaquim Vieira, que adaptou para televisão a biografia de Zeca, e o compositor Rui Pato.
No dia 24, sexta-feira, o itinerário passa pelo Seixal e pelo Barreiro, à hora de jantar, com as actuações de Luís Pires, Pedro Branco, Vítor Sarmento num restaurante local.
José Afonso morreu a 23 de Fevereiro de 1987, aos 57 anos, em Setúbal, onde morava. Sofria de esclerose lateral amiotrófica, doença neurodegenerativa progressiva e fatal que o afastou dos palcos a partir de 1983.
Os derradeiros concertos foram os dos coliseus de Lisboa e Porto. Galinhas do Mato, de 1985, é o seu último álbum, que teve de ser completado pelos amigos José Mário Branco, Sérgio Godinho, Helena Vieira, Fausto e Luís Represas. Em 1986, já muito debilitado, ainda apoiou a candidatura presidencial de Maria de Lourdes Pintasilgo.





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