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Famílias reabrem processo de instrução do caso «Meco»

16/09/2014

Depois do arquivamento do processo «Meco» as famílias abriram o processo de instrução. Antenas de telemóvel deixam dúvidas às famílias das vítimas que a 15 de dezembro de 2013 foram engolidas por uma onda na praia do Meco. Os familiares das vítimas defendem que João Gouveia saiu do local e depois voltou para simular o afogamento.
Uma análise exaustiva do processo levou a família das vítimas do Meco a contestar e a pedir a abertura do processo de instrução que foi arquivado pelo Procurador do Tribunal de Almada. As famílias acreditam que o Dux fugiu da praia após o afogamento. Ontem o requerimento de abertura de instrução foi entregue no Tribunal de Almada, os familiares dos jovens garantem que João Gouveia terá chamado o 112 de outro local, que não na praia do Meco.
Em causa está as várias localizações das antenas de telemóvel que foram acionadas em diferentes locais. Depois do desaparecimento no mar dos colegas à 01h12 de 15 de Dezembro, o Dux avisou as autoridades, mas a antena que foi acionada foi a da Costa da Caparica. Mais tarde é que foi acionada a antena que se situa em Alfarim, que localiza a praia do Meco. O advogado das famílias afirma que “isto prova que o duo não estava lá”.
Para a Polícia Judiciária, a questão é pouco líquida, já que as operadoras dão conta de que a localização celular pode ser alterada, devido ao tráfego telefónico na altura das chamadas. Mas existe outra chamada recebida imediatamente a seguir – da Polícia Marítima, para confirmar a informação – essa mesma chamada acionada pela antena de Alfarim.
O mistério continua e os pais dos alunos insistem na responsabilização do único sobrevivente, João Gouveia, dux da COPA da Universidade Lusófona. Agora com o requerimento de abertura da instrução as famílias dos jovens que morreram na praia do Meco querem que o juiz de instrução possa analisar toda a matéria factual que consideram que não foi considerada valida no primeiro processo. Em Julho, Moreira da Silva, procurador responsável do Tribunal de Almada terá mandado arquivar o processo por não haver provas de crime mas sim de um acidente.
Os pais esperam assim que possa haver um julgamento para que os mesmos sejam esclarecidos do que se passou realmente naquela noite que levou à morte de seis jovens estudantes da Universidade Lusófona.

Diário do Distrito

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