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Problemas ambientais do Seixal discutidos no ministério do Ambiente

18/09/2014

Decorreu esta terça-feira, em Lisboa, uma reunião entre o presidente da Câmara Municipal do Seixal, Joaquim dos Santos, o vereador do Pelouro do Ambiente, Energia e Serviços Urbanos, Joaquim Tavares, e o secretário de Estado do Ambiente, Paulo Lemos, tendo por objectivo analisar os problemas de controlo da qualidade do ar em Paio Pires e no Concelho,  e a contaminação dos solos por hidrocarbonetos, passivo ambiental que se arrasta há mais de uma década sem que, apesar dos esforços da Autarquia junto dos diversos Governos, tenha sido resolvida uma das mais graves situações a nível nacional. Na reunião, foram expostas as questões em causa e propostos mecanismos para a resolução destes problemas.

Defesa da Qualidade do Ar

O secretário de Estado do Ambiente afirmou que irão ser diligenciadas medidas para a urgente reparação da única estação de medição da qualidade do ar localizada em Paio Pires, a qual tem tido, nos últimos 2 anos, graves deficiências de funcionamento que impedem uma correta monitorização dos resultados. A instalação e manutenção da mesma é da responsabilidade da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional de Lisboa e Vale do Tejo (CCDRLVT).
Visando conseguir resolver o problema que afeta as populações da zona envolvente à Siderurgia Nacional (SN Seixal), a Câmara Municipal do Seixal propôs a criação urgente de um grupo de trabalho constituído por técnicos da Autarquia, Agência Portuguesa de Ambiente, CCDRLVT e Ministério da Economia, para avaliar os impactos da poluição das indústrias situadas no local, de modo a obrigar os industriais ao cumprimento das normas e preservação da qualidade de vida das populações, que mereceu a concordância do governante.
Para além destas medidas, a edilidade defendeu ainda junto do Secretário de Estado a necessidade de instalar mais equipamentos de medição da qualidade do ar no Concelho, que deverão ser localizadas em meio urbano, por forma a ser possível apurar informação válida relativa aos parâmetros de partículas atmosféricas em áreas residenciais, e não somente em zonas de atividade industrial.

Lagoas de Hidrocarbonetos

Um dos passivos ambientais que também preocupa o atual Executivo Camarário é o problema da contaminação de solos proveniente da deposição de materiais tóxicos e hidrocarbonetos, cuja perigosidade pode pôr em causa não só a qualidade do solo, como também dos recursos hídricos subterrâneos. Nestas circunstâncias encontram-se os antigos areeiros em Vale de Milhaços e em Sta. Marta do Pinhal, os terrenos da SPEL e o poço do Talaminho.
Ao longo de mais de 10 anos a Autarquia tem-se debatido contra esta situação e procurado junto do Poder Central, e dos responsáveis pela contaminação, a resolução deste problema.
Na reunião de ontem, avaliaram-se as oportunidades de cofinanciamento ao abrigo do próximo Quadro Comunitário 2014-2020, assim como possíveis modelos para a intervenção em parceria entre os setores público e privado, na recuperação destas zonas.

Ficou ainda agendada uma reunião no Seixal, a 21 de Outubro, com deslocação aos locais contaminados, de uma equipa da Agência Portuguesa de Ambiente.

 Fonte: Gabinete da Presidência – Área de Imprensa e Relações Públicasda CMSeixal

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