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GNR termina «Operação Medusa»

06/07/2015
A Guarda Nacional Republicana (GNR), através da Unidade de Ação Fiscal (UAF), realizou entre os dias 1 e 3 de Julho, no âmbito de um inquérito criminal delegado pelo Departamento Central de Investigação e Acção Penal, 91 buscas – 24 domiciliárias e 67 não domiciliárias, incluindo três em escritórios de Advogados e três a gabinetes de Técnicos Oficiais de Contas, tendo-se apreendido milhares de documentos em suporte de papel e informático, de 1449 viaturas (1399 pesadas e 50 ligeiras), quatro armas de fogo, 70 peças em ouro, 20 computadores, 44 telemóveis, 10 tablets e 50 relógios, tudo com um valor presumível de 44 milhões de euros.
Estiveram envolvidos na operação um total de 387 elementos, 339 militares da GNR (UAF, Direção de Investigação Criminal da GNR, Unidade de Intervenção e Comandos Territoriais de Santarém, Setúbal, Lisboa e Leiria) e 48 inspetores da Autoridade Tributária e Aduaneira, além de dois Magistrados Judiciais e dois Magistrados do Ministério Público, nas buscas desenvolvidas.
Neste processo investigam-se matérias relacionadas com a aquisição e comercialização de veículos automóveis, envolvendo um grupo de cerca de 30 pessoas singulares e 70 pessoas coletivas, as quais, desde o ano de 2013, têm vindo a desenvolver a atividade de compra e venda de viaturas penhoradas, de viaturas com pedidos de apreensão ativos e/ou fazendo parte de massa insolvente de sociedades terceiras. Existem fundadas suspeitas de que essa atividade tenha sido exercida com o objetivo da subtração indevida das viaturas à garantia do pagamento de dívidas aos credores.
Algumas dessas viaturas poderão ter tido como destino o mercado Africano e o mercado Sul-americano. Estão em causa suspeitas de crimes de associação criminosa, abuso de confiança qualificada, frustração de créditos, burla tributária, fraude fiscal qualificada, branqueamento de capitais e falsificação de documentos. As diligências processuais ocorreram em diversas localidades do país, nos distritos de Lisboa, Santarém, Setúbal e Faro. Foram constituídos 30 arguidos, pessoas singulares e pessoas coletivas, tendo sido sujeitos a termo de identidade e residência por indiciação dos crimes acima referidos.
Guarda Nacional Republicana
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