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Turistas vão poder participar na arte xávega em Sesimbra

08/08/2015

Recolher os materiais para a faina no armazém de pesca e puxar as redes na praia são algumas das tarefas que os turistas vão poder participar durante as atividades de Arte Xávega abertas ao público em Sesimbra.
Dar continuidade a esta arte de pesca milenar é o principal objetivo deste projeto-piloto, que vai decorrer nos dias 13, 20 e 27 de Agosto e 3 de Setembro, quintas-feiras, das 18 às 20 horas, na Praia da Califórnia, junto à Fortaleza de Santiago.
Inserido na campanha «Sesimbra é Peixe», é dinamizado pela Câmara Municipal em parceria com Serafim Painho, conhecido na vila por Bauça, o pescador sesimbrense mais velho em atividade e proprietário da aiola 25 de Abril, e com a Associação do Sul dos Armadores de Pesca Costeira e Construção Naval.
As atividades estão limitadas a um máximo de 12 participantes. Os interessados podem inscrever-se no Posto de Turismo de Sesimbra, pelos telefones 21 228 85 40 e 93 245 60 98.
Actualmente, a Arte Xávega é exercida na Baía de Sesimbra num contexto turístico-cultural, ao abrigo de um protocolo celebrado entre a Câmara Municipal e os proprietários das três embarcações autorizadas pelo Instituto de Conservação da Natureza e da Biodiversidade – Parque Natural da Arrábida para realizar esta arte. A pesca tem lugar de maio a outubro, às segundas, quintas e sábados, na Praia da Califórnia, e às quintas, sextas e sábados, na Praia do Ouro, das 6 às 9 e das 19 às 21 horas.
Trata-se de um tipo de pesca em que a rede, fixa a um cabo na praia, é transportada para o mar por uma aiola, pequena embarcação de madeira utilizada na pesca local, num movimento circular, larga-a a várias dezenas de metros da costa, voltando imediatamente para o areal com o outro cabo. Logo que o barco chega a terra, os pescadores distribuem-se pelos dois cabos, separados por cerca de cem metros, e começam a puxar a arte para terra, encurtando a distância entre eles, à medida que o saco com o peixe se aproxima do areal.
Esta pesca conserva ainda hoje uma particularidade que tem a sua origem num costume antigo, assente no facto de ser aceite pela companha de pesca a ajuda de quaisquer pessoas que desejem participar, tendo estas também um quinhão da pescaria.

Fonte: CMSesimbra

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